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UFRJ LANÇA REVISTA ACADÊMICA DEDICADA AOS SABERES DO CARNAVAL

A Universidade Federal do Rio de Janeiro lançou, na última segunda-feira (9), a revista digital “Pau Brasil: Saberes do Carnaval”, uma publicação acadêmica dedicada à produção e sistematização de conhecimentos sobre o Carnaval. O evento de apresentação foi realizado no Maravalley, hub de tecnologia e inovação localizado no centro do Rio de Janeiro.
O encontro reuniu representantes do meio acadêmico, lideranças culturais e autoridades. Estiveram presentes a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o professor e ativista Ivanir dos Santos, o professor e escritor Luiz Antonio Simas, além do reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho.
A publicação é resultado de reflexões, pesquisas e memórias desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), com foco no estudo do Carnaval como fenômeno cultural, social e político no Brasil.
A iniciativa busca ampliar o debate público e acadêmico sobre o tema, incentivando a produção científica e a valorização cultural, além de contribuir para a formulação de políticas culturais baseadas no reconhecimento das matrizes afro-brasileiras. O nome Pau Brasil faz referência a algo que nasce em território brasileiro, assim como o Carnaval, consolidado como uma das maiores manifestações culturais populares do país.
Além do lançamento da revista, o encontro também marcou a apresentação do 1º Congresso Brasileiro de Carnaval, intitulado “Origem”, que propõe articular saberes acadêmicos e tradicionais, reunindo memórias, práticas culturais e a economia criativa em torno da festa.
O evento aconteceu em um momento de crescimento do afroturismo no Brasil, segmento voltado à valorização da cultura negra e de experiências afrocentradas, que registrou aumento de cerca de 30% nas buscas por roteiros entre 2024 e 2025. Atualmente, mais de 40 roteiros já foram mapeados pelo Governo Federal, destacando destinos como Salvador, Rio de Janeiro, São Luís e comunidades quilombolas.
Mais do que uma publicação acadêmica, a revista se consolidou como uma ponte entre universidade e sociedade, conectando saberes populares e científicos em torno de uma das expressões culturais mais potentes do país.