Blog Rio Convida
Dicas, novidades e histórias incríveis
ENTIDADES PRODUTIVAS DO RJ ENTREGAM MANIFESTO EM DEFESA DO PACTO FEDERATIVO AO CONGRESSO NACIONAL

Representantes de diversas entidades dos setores produtivos do Estado do Rio de Janeiro entregaram, nesta quarta-feira (22), na sede da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ), o manifesto “Em Defesa do Rio de Janeiro e do Pacto Federativo” ao deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB), presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.
O documento foi assinado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ), pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (OMPETRO), pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), pela Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Rio de Janeiro (SESCOOP/RJ) e pela Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro (FC&VB-RJ).
O manifesto alerta para os impactos do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, previsto para o próximo dia 6 de maio no Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da redistribuição dos royalties do petróleo. Segundo as entidades, a eventual mudança nas regras pode resultar em perdas estimadas em cerca de R$ 7 bilhões por ano para o estado e seus municípios produtores, acumulando até R$ 70 bilhões em uma década.
Para o presidente da FACERJ, Robson Carneiro, a mobilização é uma resposta à gravidade do tema. “Não estamos tratando de uma disputa técnica ou jurídica isolada. Estamos falando de uma decisão que impacta diretamente a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais. Retirar esses recursos é comprometer o futuro de milhões de cidadãos fluminenses”, afirmou.
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reforçou a preocupação com os impactos da redistribuição. “O Estado do Rio de Janeiro é responsável por 90% da produção de petróleo do país e, nada mais justo, que os repasses dos royalties fiquem no estado produtor de origem, com o objetivo de compensar financeiramente os impactos da exploração. A aprovação da Lei 12.734/12 gera uma perda exorbitante para o RJ, podendo afetar profundamente áreas como a educação e saúde, além de prejudicar o pacto federativo”, destacou.
O presidente da OMPETRO, Marcelo Neves, ressaltou a importância da mobilização conjunta. “Muito importante, neste momento, o apoio de todas as instituições representativas do Estado do Rio de Janeiro”, declarou.
.jpg)
O documento destaca que a discussão ultrapassa o campo jurídico e envolve consequências diretas sobre serviços essenciais, como saúde, educação e segurança pública, além de investimentos estruturantes. As entidades defendem que os royalties têm caráter indenizatório, destinados a compensar impactos ambientais, sociais e econômicos decorrentes da exploração de petróleo.
Representando o Sistema OCBRJ, Vinícius de Oliveira Mesquita enfatizou a articulação institucional em torno da pauta. “Destaco principalmente a iniciativa do presidente da Facerj, Robson Carneiro, pela capacidade de, com brevidade, movimentar uma série de instituições na defesa dos interesses do Rio junto à exploração de petróleo e seus impactos. Saímos todos imbuídos de garantir que as compensações da exploração desta riqueza não sejam retiradas, o que prejudicaria imensamente a economia de nossa terra. Agradeço também ao empenho do deputado Marcelo Queiroz pelo compromisso com a pauta e a defesa dos interesses do Rio. Contem com o apoio do Sistema OCBRJ nesta caminhada”, afirmou.
Outro ponto central do documento é o argumento de que a Lei nº 12.734/2012 contraria a Constituição Federal ao alterar a distribuição desses recursos, desconsiderando o direito dos estados produtores à compensação financeira. O texto também ressalta que o Rio de Janeiro já enfrenta perdas históricas na arrecadação de ICMS sobre combustíveis, o que agrava ainda mais o cenário fiscal.
Na avaliação do presidente da FC&VB-RJ, Guilherme Abreu, os reflexos também atingem o setor de turismo e eventos. “Menos recursos significam menor capacidade de investimento em infraestrutura e promoção do destino. Isso compromete a competitividade do estado e impacta diretamente a atração de eventos, negócios e visitantes”, afirmou.
As instituições signatárias solicitam o apoio do parlamentar junto aos ministros do STF para que seja reafirmado o pacto federativo e reconhecida a inconstitucionalidade da legislação em debate. O manifesto também propõe uma análise mais ampla das distorções fiscais enfrentadas pelo estado ao longo das últimas décadas.
Frase de destaque do manifesto:
“Sem pacto federativo, não há nação forte.”
“Este manifesto é essencial para o futuro do turismo no Estado do Rio de Janeiro. Os royalties não representam apenas números, mas investimento, geração de oportunidades e fortalecimento de setores estratégicos como o turismo e os eventos. Defender o pacto federativo é garantir que o Rio continue competitivo, atraindo investimentos, visitantes e impulsionando o desenvolvimento do estado.” Guilherme Abreu - Presidente da FC&VBRJ